Há séculos que a Europa perde, árvore após árvore, floresta após floresta, uma parte vital do seu património natural. Os grandes bosques primitivos que outrora cobriam vastas regiões do continente deram lugar a campos agrícolas, povoações, estradas e explorações florestais.
Hoje restam apenas fragmentos dessas matas antigas. Um novo estudo defende, ainda assim, que nem tudo está perdido. A solução passa por devolver espaço à natureza e permitir que volte a encontrar o seu próprio ritmo e equilíbrio.
O estudo, encomendado pelo Parlamento Europeu e elaborado pelo painel científico STOA, conclui que a criação de Novas Florestas Primárias na Europa Ocidental é não apenas possível, mas também uma medida urgente para travar a perda de biodiversidade e reforçar a capacidade dos ecossistemas para enfrentar as alterações climáticas.
Ao analisar várias regiões europeias, os investigadores identificam o território partilhado por Portugal e Espanha como um dos locais mais promissores para acolher um projeto desta dimensão. A combinação entre elevado valor ecológico, baixa densidade populacional e extensas áreas já protegidas coloca o Gerês-Xurés numa posição rara à escala europeia.
Segundo o estudo, reservas com mais de 70 mil hectares podem ser viáveis na Europa Ocidental desde que existam condições ecológicas, sociais e políticas favoráveis.
Fontes/Links:
https://www.foretprimaire-francishalle.org/
https://www.foretprimaire-francishalle.org/en/what-is-a-primeval-forest/

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