Fontes/Links:
https://vaqueirinhoampv.blogspot.com/p/restricoes-associadas-ao-perigo-de.html
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Serra da Lousã, Aldeias do xisto, Aldeia Serrana do Vaqueirinho, Blog de divulgação da aldeia de xisto do Vaqueirinho, Lousã, Coimbra, Portugal
O debate sobre a eficácia do modelo português de combate aos incêndios volta ao centro das atenções, numa altura em que o país se prepara para mais uma época de elevado risco florestal.
O semanário Sol publicou recentemente um artigo intitulado « Portugal deixa arder à vontade, o que é errado e perigoso»
Gary More, o perito internacional que mais estudou o caso português arrasa dispositivo de combate a fogos florestais.
Em Portugal, os bombeiros não têm um plano estratégico de controlo de incêndios. Correm a salvar edifícios à medida que o incêndio se aproxima, enquanto deixam o fogo florestal arder para onde quiser, o que é imprudente». A denúncia é de Gary Morgan, perito mundial que melhor conhece o caso português. Foi contratado pelo Governo de António Costa para auditar o nosso dispositivo.
OCDE recomenda mudanças urgentes.
«Os incêndios grandes, múltiplos e complexos continuam difíceis de conter», lamenta a OCDE, em relatório publicado há dois meses sobre o caso português. O nosso dispositivo tem um desempenho vexatório, quando analisado no plano internacional. A OCDE denuncia que «a coordenação e a tomada de decisão operacional continuam a ser dificultadas pela ausência de qualificações uniformes». Há muitos chefes no terreno, grande parte deles incompetentes. «A hierarquia tem sido priorizada em detrimento da especialização técnica, reduzindo, em última análise, a eficácia operacional», conclui o relatório.
Depois da carnificina de 2017, que matou 116 civis e 13 operacionais, o anterior Governo deu instruções à Proteção Civil para se concentrar na salvaguarda da vida humana. A floresta pode arder à vontade, desde que não atinja aldeias e casas isoladas. O património edificado também pode ser destruído, desde que não tenha gente lá dentro. As evacuações tornaram-se banais.
Os Governos de Luís Montenegro conformaram-se com o mesmo objetivo. Os resultados desta política são catastróficos. No ano passado, Portugal sofreu o maior e o terceiro maior incêndios florestais da história. No dia 13 de agosto, deflagrou um em Piódão, concelho de Arganil, que alastrou aos concelhos vizinhos de Pampilhosa da Serra e Oliveira do Hospital, ainda no distrito de Coimbra. Manteve-se ativo durante dez dias. Invadiu os municípios de Seia, distrito da Guarda, Covilhã, Fundão e Castelo Branco, no distrito de Castelo Branco. Arderam 645 quilómetros quadrados, uma área superior à dos concelhos de Lisboa, Amadora, Odivelas, Oeiras, Cascais e Sintra. No final desse mês, deflagrou em Trancoso um incêndio que consumiu 320 quilómetros quadrados, área semelhante à soma dos concelhos do Porto, Matosinhos, Maia, Valongo e São João da Madeira.
«Os incêndios grandes, múltiplos e complexos continuam difíceis de conter», lamenta a OCDE, em relatório publicado há dois meses sobre o caso português. O nosso dispositivo tem um desempenho vexatório, quando analisado no plano internacional. A OCDE denuncia que «a coordenação e a tomada de decisão operacional continuam a ser dificultadas pela ausência de qualificações uniformes». Há muitos chefes no terreno, grande parte deles incompetentes. «A hierarquia tem sido priorizada em detrimento da especialização técnica, reduzindo, em última análise, a eficácia operacional», conclui o relatório.
Como mostra a experiência da Austrália, a força de braços é mais importante do que os aviões e os autotanques para travar a progressão dos fogos rurais. «Usar apenas água para apagar um incêndio florestal é assumir um risco inaceitável de propagação do incêndio», ensina Gary Morgan. Na Austrália, a opinião pública associa o combate aos fogos a sapadores florestais, de machado e sachola na mão, a abrir clareiras no terreno. «A intensidade do fogo determina como a barreira de terra mineral é criada, seja por maquinaria ou ferramentas manuais», descreve o homem que comandou essas forças durante dez anos, no estado de Victoria.
Os bombeiros tradicionais merecem o reconhecimento da sociedade, mas precisam de ser qualificados. «Devido ao grande respeito do público pelos bombeiros, muitas pessoas pensam que qualquer bombeiro pode suprimir todos os incêndios. Isso é um mito», escreve o perito australiano. Portugal já dispõe de forças especializadas em criar barreiras aos incêndios, para os travar no sítio e no momento adequados, mas precisam de ser reforçadas.
O pior é que o comando das operações no terreno está entregue às personalidades erradas. «Portugal tem pessoas com competências para evitar que os incêndios florestais não atinjam níveis catastróficos», garante Gary Morgan. Mas também denuncia que, muitas vezes, «a pessoa que assume a responsabilidade como Controlador de Incidentes não é competente nem capaz de tomar decisões estratégicas, nem tem uma abordagem voltada para a supressão de incêndios».
É preciso pôr os mais qualificados no comando. E, no terreno, corpos especializados no uso de máquinas de rasto, ferramentas manuais e fogo tático. «Uma parte do dispositivo não pode estar preocupada com casas, nem com pessoas. Se ninguém lhe tirar o alimento, o fogo agradece, passa por aldeias e destrói tudo», lamenta Akli Benali, investigador do Centro Estudos Florestais, Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa.
Já em abril o semanário Expresso tinha publicado um artigo « Sucesso no combate aos fogos pequenos está na origem dos grandes incêndios em Portugal, diz a OCDE »
Aceda a mais informação nos links abaixo:
Data: 24-06-2026
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O prazo para limpeza dos terrenos foi alargado até 30 de junho para todo o território, anunciou o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, numa entrevista à RTP.
José Manuel Fernandes disse hoje que a limpeza das florestas é uma prioridade e foi nesse sentido que foi criado um incentivo, que ronda os mil a 1500 euros por hectare para ajudar os proprietários que queiram limpar os terrenos nas zonas críticas.
O ministro da Agricultura reconhece que o verão vai ser difícil, nomeadamente em Leiria, mas nessa zona do país - afetada pelas tempestades do início do ano já 10 mil proprietários garantiram que vão limpar as matas.
O orçamento total é de 41 milhões de euros, geridos pelas câmaras das zonas afetadas pelas tempestades. “Se necessário, abriremos novos concursos”, admite.
“Estamos a fazer tudo à máxima velocidade”
Sobre atrasos na chegada dos apoios, o ministro refere que houve prioridades iniciais, como a energia, água e habitação.
Falou de um “trabalho brutal” de pagamento das CCDR e do trabalho das câmaras, “umas a mais velocidade do que outras” em função dos meios que têm disponíveis. “Estamos a fazer tudo à “máxima velocidade”, garante, no dia em que passam quatro meses desde as tempestades que assolaram sobretudo o centro do país.
O alargamento agora avançado pelo Governo é uma medida excecional positiva, alega o presidente da Liga dos Bombeiros.
António Nunes relembra que os últimos acontecimentos meteorológicos, nomeadamente a tempestade Kristin, deixou um rasto de destruição que é difícil de reparar num tão curto espaço de tempo.
Fontes/Links:
Foi recententemente divulgada a iniciativa da Associação São Lourenço, de homenagear o Dr. Louzã Henriques.
De acordo com a notícia, divulgada no Facebook, a Associação São Lourenço endereça um Convite à população para o evento que terá lugar no próximo dia 6 de junho, e terá a seguinte agenda:
CONVITE à população
O etnólogo e psiquiatra Manuel Louzã Henriques (1933-2019), com raízes no Candal (Lousã) e no Coentral (Castanheira de Pera), vai ser recordado no próximo dia 6 de junho, na Silveira de Baixo, por iniciativa da Associação São Lourenço.
Integrada no V Diásporas da Serra da Lousã, a cerimónia inclui intervenções, entre outras, do presidente da Câmara Municipal da Lousã, Victor Carvalho, do músico Manuel Rocha, violinista da Brigada Victor Jara e amigo do homenageado, da presidente da assembleia geral da Associação São Lourenço, Filomena Martins, e da presidente da direção da Liga de Amigos do Museu Etnográfico Louzã Henriques (LAMELH), Catarina Santos.
Colaboram no programa a Câmara Municipal, a Junta de Freguesia da Lousã, a Unidade Pastoral da Lousã, a LAMELH, o jornal Trevim e as cooperativas Trevim e Arte-Via.
PROGRAMA
V Diásporas Mil da Serra da Lousã
11:00 - Missa campal.
11:30 - Descerramento de obra de arte evocativa do Dr. Louzã Henriques, da autoria de Carlos Sêco, no exterior da capela. Intervenções. Exposição de fotografias no Largo Armando Marques.
12:00 - Momento musical. Louvor poético às fontes e nascentes comunitárias.
12:30 - Partilha dos farnéis. Merenda das Sementeiras.
14:00 - Encerramento e regresso à vila.
Consulte a informação disponível nos links abaixo.
Fontes/Links:
https://www.facebook.com/share/p/1B887D8rYU/?mibextid=wwXIfr
https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Louz%C3%A3_Henriques
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Hoje comemora-se o Dia Mundial das Abelhas
Diversas organizações espalhadas por todo o globo assinalam a data para alertar para o importância da proteção dos polinizadores e o seu papel relevante na manutenção da biodiversidade.
Fontes/Links:
https://apimondia.org/prt/happy-world-bee-day/
https://www.careourearth.com/world-bee-day/
https://www.fao.org/world-bee-day/en
https://sdgresources.relx.com/events/world-bee-day
https://www.ccdrc.pt/pt/dia-mundial-da-abelha/
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Radici, uma nova plataforma online, gratuita e de acesso livre, desenvolvida pela NBI – Natural Business Intelligence, que procura traduzir conhecimento científico em decisões práticas sobre o que plantar em cada zona do país. A ferramenta permite selecionar o distrito, concelho ou freguesia e consultar espécies autóctones presentes nessa localização, as suas características ecológicas e o respetivo grau de resiliência face a fenómenos extremos.
O termo Radici, de origem latina, exprime a ideia de raiz. A raiz é o que sustenta a árvore e o que primeiro se instala no solo; sem ela, nada se sustenta. Reconstruir de raiz é começar pelo princípio. E o que é de raiz é autóctone, é original, é local, tal como as espécies que esta plataforma dá a conhecer.
A lógica passa por apoiar a escolha da espécie certa para o sítio certo como uma decisão estratégica, que pense em como árvores e arbustos ajustados ao solo e ao clima podem ajudar a fixar terrenos, reduzir o risco de cheias, resistir melhor a secas e incêndios e contribuir para paisagens mais resilientes.
O objetivo, refere a empresa, é perceber se “esta árvore é mesmo indicada para este território”. Ao tornar essa informação acessível, a intenção passa por evitar escolhas mal fundamentadas, reduzir desperdício de recursos e aumentar a eficácia de intervenções de arborização, restauro ecológico ou recuperação de áreas afetadas por incêndios e tempestades.
“a Radici é a nossa forma de contribuir para que todos tenham acesso – de um decisor público a um cidadão – à informação necessária para tomar decisões fundamentadas sobre o que plantar em determinada localização, cuidando melhor do território e reforçando a sua resiliência”.
Fizémos uma experiência, e registámo-nos na aplicação para explorar um pouco... com uma pesquisa relativa a todas as freguesias do Município da Lousã,
Fontes/Links:
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