Aldeia do Vaqueirinho, Serra da Lousã, Portugal
Serra da Lousã, Aldeias do xisto, Aldeia Serrana do Vaqueirinho, Blog de divulgação da aldeia de xisto do Vaqueirinho, Lousã, Coimbra, Portugal
16 de julho de 2026
16-07-2026 | Programa Setorial das Zonas de Aceleração da Implantação de Energias Renováveis (PSZAER)
13 de julho de 2026
Mais de 400 mil euros para a recuperação florestal na Lousã
Recuperação florestal após tempestade Kristin tem prazos apertados
Depois de um primeiro despacho, publicado em abril, o Governo alargou o programa a mais quatro municípios, incluindo o da Lousã, que, embora passe a estar abrangido, enfrenta prazos apertados.
Numa reunião na Biblioteca Municipal, no dia 25 de junho, foi anunciado pela Câmara que os interessados tinham só até ao dia 30 para fazer um primeiro registo dos danos na Plataforma de Suporte de Emergências em Territórios, obrigatório para serem elegíveis.
Estavam em causa apoios para corte, remoção, transporte e processamento de material lenhoso, num máximo de 1.500 euros por hectare, consoante os danos.
Manuela Ferraz, técnica da Câmara Municipal, explicou que, quando for o dono a realizar os trabalhos, recebe a compensação correspondente, mantendo a propriedade da madeira.
Nos outros casos, a autarquia assume a intervenção, após publicação de edital.
A madeira é vendida e, se a receita superar os custos da operação, o proprietário pode receber a diferença. Mas, havendo prejuízo, nada recebe. Além dos prazos, vários dos presentes na reunião, a residir em áreas afetadas, questionaram se valeria a pena aderir ao programa, considerando que a eventual despesa associada aos trabalhos, complexos e em sítios de difícil acesso, deve ultrapassar o valor da madeira recolhida.
Embora sem dados confirmados, terão submetido o primeiro registo apenas cerca de 15 pessoas. O presidente da Câmara, Victor Carvalho, admitiu existirem limitações, mas afirmou que “o município não podia deixar fugir quase meio milhão de euros”.
No que respeita à autarquia, são elegíveis despesas para desobstrução e recuperação da rede viária florestal, criação de parques temporários para armazenamento de madeira, assim como ações de controlo fitossanitário.
Um apuramento inicial pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas e pela Direção-Geral do Território, com base em imagens de satélite, identificou 342 hectares de área florestal com necessidade de intervenção, a que se juntam outras zonas entretanto sinalizadas por proprietários e Câmara.
Os trabalhos de responsabilidade municipal terão de ser apresentados numa candidatura, até 20 de julho, e estar concluídos até 30 de novembro.
Leia na íntegra a informação divulgada na edição do Jornal Trevim (ed.1591 de 9-07-2026).
Fontes/Links:
Edição n.º 1591 do Quinzenário Trevim, Pág 12.
Outros Links relacionados:
https://vaqueirinhoampv.blogspot.com/p/lousa-regeneracao-florestal.html
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11 de julho de 2026
10 de julho de 2026
8 de julho de 2026
3 de julho de 2026
2 de julho de 2026
24 de junho de 2026
A estratégia de controlo de incêndios
O debate sobre a eficácia do modelo português de combate aos incêndios volta ao centro das atenções, numa altura em que o país se prepara para mais uma época de elevado risco florestal.
O semanário Sol publicou recentemente um artigo intitulado « Portugal deixa arder à vontade, o que é errado e perigoso»
Gary More, o perito internacional que mais estudou o caso português arrasa dispositivo de combate a fogos florestais.
Em Portugal, os bombeiros não têm um plano estratégico de controlo de incêndios. Correm a salvar edifícios à medida que o incêndio se aproxima, enquanto deixam o fogo florestal arder para onde quiser, o que é imprudente». A denúncia é de Gary Morgan, perito mundial que melhor conhece o caso português. Foi contratado pelo Governo de António Costa para auditar o nosso dispositivo.
OCDE recomenda mudanças urgentes.
«Os incêndios grandes, múltiplos e complexos continuam difíceis de conter», lamenta a OCDE, em relatório publicado há dois meses sobre o caso português. O nosso dispositivo tem um desempenho vexatório, quando analisado no plano internacional. A OCDE denuncia que «a coordenação e a tomada de decisão operacional continuam a ser dificultadas pela ausência de qualificações uniformes». Há muitos chefes no terreno, grande parte deles incompetentes. «A hierarquia tem sido priorizada em detrimento da especialização técnica, reduzindo, em última análise, a eficácia operacional», conclui o relatório.
Depois da carnificina de 2017, que matou 116 civis e 13 operacionais, o anterior Governo deu instruções à Proteção Civil para se concentrar na salvaguarda da vida humana. A floresta pode arder à vontade, desde que não atinja aldeias e casas isoladas. O património edificado também pode ser destruído, desde que não tenha gente lá dentro. As evacuações tornaram-se banais.
Os Governos de Luís Montenegro conformaram-se com o mesmo objetivo. Os resultados desta política são catastróficos. No ano passado, Portugal sofreu o maior e o terceiro maior incêndios florestais da história. No dia 13 de agosto, deflagrou um em Piódão, concelho de Arganil, que alastrou aos concelhos vizinhos de Pampilhosa da Serra e Oliveira do Hospital, ainda no distrito de Coimbra. Manteve-se ativo durante dez dias. Invadiu os municípios de Seia, distrito da Guarda, Covilhã, Fundão e Castelo Branco, no distrito de Castelo Branco. Arderam 645 quilómetros quadrados, uma área superior à dos concelhos de Lisboa, Amadora, Odivelas, Oeiras, Cascais e Sintra. No final desse mês, deflagrou em Trancoso um incêndio que consumiu 320 quilómetros quadrados, área semelhante à soma dos concelhos do Porto, Matosinhos, Maia, Valongo e São João da Madeira.
«Os incêndios grandes, múltiplos e complexos continuam difíceis de conter», lamenta a OCDE, em relatório publicado há dois meses sobre o caso português. O nosso dispositivo tem um desempenho vexatório, quando analisado no plano internacional. A OCDE denuncia que «a coordenação e a tomada de decisão operacional continuam a ser dificultadas pela ausência de qualificações uniformes». Há muitos chefes no terreno, grande parte deles incompetentes. «A hierarquia tem sido priorizada em detrimento da especialização técnica, reduzindo, em última análise, a eficácia operacional», conclui o relatório.
Como mostra a experiência da Austrália, a força de braços é mais importante do que os aviões e os autotanques para travar a progressão dos fogos rurais. «Usar apenas água para apagar um incêndio florestal é assumir um risco inaceitável de propagação do incêndio», ensina Gary Morgan. Na Austrália, a opinião pública associa o combate aos fogos a sapadores florestais, de machado e sachola na mão, a abrir clareiras no terreno. «A intensidade do fogo determina como a barreira de terra mineral é criada, seja por maquinaria ou ferramentas manuais», descreve o homem que comandou essas forças durante dez anos, no estado de Victoria.
Os bombeiros tradicionais merecem o reconhecimento da sociedade, mas precisam de ser qualificados. «Devido ao grande respeito do público pelos bombeiros, muitas pessoas pensam que qualquer bombeiro pode suprimir todos os incêndios. Isso é um mito», escreve o perito australiano. Portugal já dispõe de forças especializadas em criar barreiras aos incêndios, para os travar no sítio e no momento adequados, mas precisam de ser reforçadas.
O pior é que o comando das operações no terreno está entregue às personalidades erradas. «Portugal tem pessoas com competências para evitar que os incêndios florestais não atinjam níveis catastróficos», garante Gary Morgan. Mas também denuncia que, muitas vezes, «a pessoa que assume a responsabilidade como Controlador de Incidentes não é competente nem capaz de tomar decisões estratégicas, nem tem uma abordagem voltada para a supressão de incêndios».
É preciso pôr os mais qualificados no comando. E, no terreno, corpos especializados no uso de máquinas de rasto, ferramentas manuais e fogo tático. «Uma parte do dispositivo não pode estar preocupada com casas, nem com pessoas. Se ninguém lhe tirar o alimento, o fogo agradece, passa por aldeias e destrói tudo», lamenta Akli Benali, investigador do Centro Estudos Florestais, Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa.
Já em abril o semanário Expresso tinha publicado um artigo « Sucesso no combate aos fogos pequenos está na origem dos grandes incêndios em Portugal, diz a OCDE »
Aceda a mais informação nos links abaixo:
Data: 24-06-2026
Fontes/Links:
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17 de junho de 2026
12 de junho de 2026
8 de junho de 2026
29 de maio de 2026
O prazo para limpeza dos terrenos foi alargado até 30 de junho para todo o território
O prazo para limpeza dos terrenos foi alargado até 30 de junho para todo o território, anunciou o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, numa entrevista à RTP.
José Manuel Fernandes disse hoje que a limpeza das florestas é uma prioridade e foi nesse sentido que foi criado um incentivo, que ronda os mil a 1500 euros por hectare para ajudar os proprietários que queiram limpar os terrenos nas zonas críticas.
O ministro da Agricultura reconhece que o verão vai ser difícil, nomeadamente em Leiria, mas nessa zona do país - afetada pelas tempestades do início do ano já 10 mil proprietários garantiram que vão limpar as matas.
O orçamento total é de 41 milhões de euros, geridos pelas câmaras das zonas afetadas pelas tempestades. “Se necessário, abriremos novos concursos”, admite.
“Estamos a fazer tudo à máxima velocidade”
Sobre atrasos na chegada dos apoios, o ministro refere que houve prioridades iniciais, como a energia, água e habitação.
Falou de um “trabalho brutal” de pagamento das CCDR e do trabalho das câmaras, “umas a mais velocidade do que outras” em função dos meios que têm disponíveis. “Estamos a fazer tudo à “máxima velocidade”, garante, no dia em que passam quatro meses desde as tempestades que assolaram sobretudo o centro do país.
O alargamento agora avançado pelo Governo é uma medida excecional positiva, alega o presidente da Liga dos Bombeiros.
António Nunes relembra que os últimos acontecimentos meteorológicos, nomeadamente a tempestade Kristin, deixou um rasto de destruição que é difícil de reparar num tão curto espaço de tempo.
Fontes/Links:
25 de maio de 2026
Homenagem ao Dr. Louzã Henriques
Foi recententemente divulgada a iniciativa da Associação São Lourenço, de homenagear o Dr. Louzã Henriques.
De acordo com a notícia, divulgada no Facebook, a Associação São Lourenço endereça um Convite à população para o evento que terá lugar no próximo dia 6 de junho, e terá a seguinte agenda:
CONVITE à população
O etnólogo e psiquiatra Manuel Louzã Henriques (1933-2019), com raízes no Candal (Lousã) e no Coentral (Castanheira de Pera), vai ser recordado no próximo dia 6 de junho, na Silveira de Baixo, por iniciativa da Associação São Lourenço.
Integrada no V Diásporas da Serra da Lousã, a cerimónia inclui intervenções, entre outras, do presidente da Câmara Municipal da Lousã, Victor Carvalho, do músico Manuel Rocha, violinista da Brigada Victor Jara e amigo do homenageado, da presidente da assembleia geral da Associação São Lourenço, Filomena Martins, e da presidente da direção da Liga de Amigos do Museu Etnográfico Louzã Henriques (LAMELH), Catarina Santos.
Colaboram no programa a Câmara Municipal, a Junta de Freguesia da Lousã, a Unidade Pastoral da Lousã, a LAMELH, o jornal Trevim e as cooperativas Trevim e Arte-Via.
PROGRAMA
V Diásporas Mil da Serra da Lousã
11:00 - Missa campal.
11:30 - Descerramento de obra de arte evocativa do Dr. Louzã Henriques, da autoria de Carlos Sêco, no exterior da capela. Intervenções. Exposição de fotografias no Largo Armando Marques.
12:00 - Momento musical. Louvor poético às fontes e nascentes comunitárias.
12:30 - Partilha dos farnéis. Merenda das Sementeiras.
14:00 - Encerramento e regresso à vila.
Consulte a informação disponível nos links abaixo.
Fontes/Links:
https://www.facebook.com/share/p/1B887D8rYU/?mibextid=wwXIfr
https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Louz%C3%A3_Henriques
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20 de maio de 2026
Dia Mundial das Abelhas 2026
Hoje comemora-se o Dia Mundial das Abelhas
Diversas organizações espalhadas por todo o globo assinalam a data para alertar para o importância da proteção dos polinizadores e o seu papel relevante na manutenção da biodiversidade.
Fontes/Links:
https://apimondia.org/prt/happy-world-bee-day/
https://www.careourearth.com/world-bee-day/
https://www.fao.org/world-bee-day/en
https://sdgresources.relx.com/events/world-bee-day
https://www.ccdrc.pt/pt/dia-mundial-da-abelha/
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