Todos os anos são descritas, em média, perto de 3.000 novas espécies de fungos, o que, só por si, mostra a diversidade quase indizível deste reino. As suas formas são imensas, tal como são os estilos de vida que levam e as relações que têm com o ambiente e com os outros organismos à sua volta. Existem em praticamente todos os tipos de habitat e podem existir sozinhos ou em associações com animais, plantas, algas e até bactérias. Podem ser importantes aliados, vizinhos pacatos ou terríveis adversários.
Uma diversidade imensa
Quando pensamos em fungos é normal que a nossa mente fuja para os cogumelos. Contudo, ainda que todos os cogulemos sejam fungos, nem todos os fungos produzem cogumelos.
De muitas formas e cores, os cogumelos são as estruturas de alguns fungos que servem para dispersar as suas células sexuais, os esporos. Não se sabe ao certo o porquê de uma tão vasta gama de tipos de cogumelos. Sabe-se que as plantas, por exemplo, evoluíram as suas flores para atraírem certos tipos de animais polinizadores, com cheiros, cores e sabores distintos. Mas a quem querem os fungos agradar com os seus cogumelos? Permanece um mistério.
Alguns cogumelos com propriedades psicadélicas podem ser tóxicos e fatais se consumidos em excesso, mas, com peso e medida, podem servir para ampliar os nossos sentidos e aceder a outros mundos, como o faziam e talvez ainda façam xamãs de povos tradicionais.
Além desse cogumelo fantasioso, há um sem-número de muitos outros, como as esferas ocas e abertas quais bocas escancaradas de gargantas cor-de-laranja do Caloscypha fulgens, o “barrete” violeta e corpo retorcido do Laccaria amethystina, o topo alvo e quase translúcido do Oudemansiella mucida, o corpo laranja fluorescente dos Favolaschia, que parecem encimados por favos de mel, ou a estrutura mistificante dos Clathrus ruber.
Estes são apenas alguns dos muitos e muitos exemplos de cogumelos visualmente exuberantes. Há, claro, outros mais discretos, de tonalidades mais desvanecidas, mas que, contudo, não deixam de ser extraordinários pelas suas estruturas e formas. Uns têm chapéus que apontam para o céu, outros parecem tê-los vestido ao contrário, e outros têm-nos aplanados. Como se não bastasse, uns cogumelos têm, na face inferior do chapéu, lâminas, como os míscaros-amarelos e as amanitas-dos-césares. Outros têm agulhas, como os Hydnum repandum, outros têm pregas tipo rugas, como os cantarelos, e ainda outros têm poros debaixo do chapéu. Todas essas estruturas são responsáveis pela produção e libertação dos esporos.
Há também os que parecem bolbos, tipo batatas, que no seu interior têm incontáveis esporos que são libertados por pequenas aberturas, quando amadurecem e rompem ou quando pisados, como os do género Lycoperdon, ao qual pertencem os “bufas-de-lobo”.
(...)
Aceda ao artigo completo AQUI
Por: Filipe Pimentel Rações
Data: 22-07-2026
Fontes/Links:
https://greensavers.sapo.pt/o-reino-escondido-como-os-fungos-governam-o-mundo/
ΦΦΦ


Sem comentários:
Enviar um comentário
Obrigado pelo seu comentário!