O incêndio do passado dia 14 de agosto deixou marcas profundas na nossa aldeia do Candal. Dos cerca de 260 hectares de território da ACMC, apenas cerca de 7 hectares permaneceram intactos. A dimensão da perda é imensa, não só ambiental, mas também emocional e identitária.
Apesar da devastação, importa reconhecer e agradecer a todos os que estiveram na linha da frente, os bombeiros e operacionais de proteção civil, que, com coragem e entrega, enfrentaram as chamas em condições extremamente difíceis, defendendo ao que podiam da nossa floresta e com um esforço ainda maior para manterem a salvo as habitações. E também os que, mesmo perante a ordem de evacuação, permaneceram na aldeia com ação e vigilância.
O Candal perdeu muito, mas não perdeu a sua alma. E é essa força que nos deve inspirar para o futuro. Da tragédia deve nascer um compromisso coletivo: reconstruir, proteger e valorizar esta aldeia de xisto que é património de todos nós, tornando-a mais segura, resiliente e capaz de continuar a atrair vida e visitantes.
Com determinação e união, faremos com que o Candal volte a erguer-se, não apenas como um lugar reconstruído, mas como símbolo de esperança e de futuro.
Com esperança renovada,
Filipe Ferreira
Data: 23-08-2025
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